Sites de apostas expandem atuação em patrocínios no futebol mundial

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Times da liga espanhola, inglesa e também da primeira divisão do Brasileirão estão entre as equipes patrocinadas neste momento

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Sites de aposta expandem patrocínios no futebol | Foto: Tim Bechervaise/ Unsplash

 A presença de empresas importantes no mundo do futebol é algo histórico. A sinergia que ocorre entre um clube e uma determinada companhia significa, muitas vezes, títulos históricos e times ainda mais inesquecíveis. Quem não se recorda, por exemplo, dos esquadrões que a Parmalat ajudou a formar nos anos 1990, no Palmeiras? Se pensarmos no exterior, a mesma empresa impulsionou times fortíssimos do Parma, na Itália.

Por isso, o patrocínio de um clube é visto como algo importante não só para a agremiação. É também a chance de uma empresa mostrar sua marca para milhões de pessoas, conquistar novos clientes, expandir horizontes e aumentar as chances de negócio. Esse cenário tem sido fundamental para que cada vez mais sites de apostas esportivas busquem clubes e ligas de futebol pelo mundo para estampar suas marcas em uniformes e materiais promocionais.

Isso acontece em um momento no qual as apostas esportivas, sobretudo aquelas feitas de maneira online, vivem um processo de expansão. Em Portugal, por exemplo, dados do Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos mostram que as apostas online cresceram 25% no terceiro trimestre do ano passado em relação a 2019. O Imposto Especial do Jogo Online do período foi de 39,9 milhões de euros, 11% a mais do que em 2019.

Por isso, a presença de sites e plataformas em contato com o público têm crescido significativamente. Deste modo, muitos clubes de futebol têm aberto as portas para estampar em seus uniformes a logomarca de empresas, gerando curiosidade e interesse. Tem sido cada vez mais comum pessoas procurando informações sobre sites ou cadastros para começar a apostar ou sobre como preencher formulário da sportingbet.

Na Europa, diversos clubes são patrocinados por empresas e sites de apostas online. Desde a temporada 2018/2019 cerca de dez clubes da La Liga, principal divisão do futebol espanhol, mantêm contratos com empresas do setor, incluindo RCD Espanyol, Villarreal, Athletic Club, Real Betis, Getafe, SD Huesca, Celta Vigo, Rayo Vallecano, Real Valladolid e SD Eibar.

A presença também se estende a Premier League, um dos campeonatos mais competitivos do mundo e primeira divisão do futebol inglês, onde estão craques como Cristiano Ronaldo,  Pogba, Gabriel Jesus, Sané, Roberto Firmino, Salah, entre outros. Por lá, times como, Leicester, Newcastle United, Tottenham, West Brom e Wolverhampton e Stoke City também recebem investimentos de sites de apostas.

A prática não se restringe ao Velho Continente. No Brasil, 19 dos 20 clubes da Série A do Brasileirão são patrocinados por sites de apostas esportivas. Ainda que a prática não tenha um marco regulatório bem definido, a prática tem sido cada vez mais adotada entre os brasileiros e chamado a atenção do mercado internacional. Diante disso, o interesse pelo futebol nacional também cresceu, com ações promocionais em clubes e também durante as transmissões esportivas.

Além dos clubes na primeira divisão, há também equipes na Série B, como Vasco da Gama e Vitória, que também estão sendo patrocinados por empresas de apostas esportivas online. Em entrevista recente ao UOL, o advogado de direito desportivo Eduardo Carlezzo, especialista no setor de apostas, afirma que a expansão de patrocínios já era esperada, apesar de a prática ainda não ser totalmente regular no país.

“É interessante constatar que essa forte expansão nos patrocínios ocorre em meio a um mercado sem regulamentação, para não dizer irregular. Isso porque, embora uma lei datada do final de 2018 tenha aberto a porteira para a regulação das apostas esportivas, para sua plena efetividade depende de um processo de concessão que anda a passos lentos no governo federal e que muito provavelmente não sairá neste ano”, afirma.

Ele acredita que essa expansão possa mudar um cenário de indefinição nas apostas esportivas, beneficiando o poder público, as empresas e, claro, os usuários. “Com isso, perdem todos: perde o governo, com a geração de impostos, perde a economia, com a geração de negócios e empregos, e perdem também os clubes, já que com um mercado licenciado no Brasil teríamos aqui também os grandes operadores globais patrocinando os clubes, o que fatalmente teria a capacidade de aumentar os valores envolvidos nestas transações”, completa.

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